Após
uma semana em estado de greve, os professores da Universidade Estadual
do Piauí deflagraram no início da tarde desta segunda-feira (18) uma
paralisação por tempo indeterminado de toda a categoria e de servidores
administrativos em todos os campi da Uespi do Piauí.
A categoria deliberou sobre a greve após
assembleia pela falta de respostas do governo após a promessa de retirar
a Uespi da lei que autoriza milhares de demissões de vários órgãos do
Governo do Estado.
"Já temos alguns campi no interior, como
Oeiras, onde já estávamos totalmente em grava desde ontem. Prometeram a
retirada da Uespi da lei, mas ela não passou em nenhuma comissão e até
agora não temos nenhuma segurança que a Uespi esteja fora disso. O que
nós queremos é que a Uespi esteja fora disso", explicou Lina Santana,
presidente da Associação dos Docentes da Uespi.
Além desta reivindicação a categoria
também reclama concurso público para a abertura de novas vagas,
promoções e progressões que os professores estão sem receber desde
agosto e uma lei que regularize a situação dos técnicos
administratitivos. Segundo a presidentre, a questão salarial não foi
incluída no bojo da greve.
Nesta terça-feira (19) a categoria se
reúne com a comissão de Justiça da Assembleia Legislativa para saber
qual será o posicionamento legal sobre o assunto. Segundo Lina, o
governador ainda não se posicionou soubre a greve. Até o acordo os
alunos da instituição permanecem sem aulas.
Uespi
A administração superior da
Universidade Estadual do Piauí (UESPI) informa que até o presente
momento não foi notificada pela Associação dos Docentes da UESPI
(ADCESP) e Sindicato dos Trabalhadores da UESPI sobre os encaminhamentos
que motivam a greve de professores e técnicos administrativos. Na manhã
desta segunda-feira (18), as duas categorias estiveram reunidas em
Assembleia com professores, técnicos administrativos e alunos dos campi
de Teresina, Campo Maior, Floriano, Oeiras e Picos.
Fonte: Campo Maior em Foco
Por: Otávio Neto
